Comentando Kardec
O Livro dos Espíritos, Capítulo IV – Da pluralidade das existências – A reencarnação
Questão 166: Como pode a alma que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea acabar de depurar-se?
“Sofrendo a prova de uma nova existência.”
a) Como realiza essa nova existência? Será pela sua transformação como Espírito?
“Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas, para isso, necessário lhe é a prova da vida corporal” [1].

André Luiz, nos capítulos 12 e 13 do livro Missionários da Luz [2], apresenta o passo a passo do processo de reencarnação, narrando o desafio de Segismundo, que se preparou e teve elaborado o seu mapa reencarnatório (sua programação). Ele tinha medo de reencarnar e falir novamente. A ajuda do amigo do passado, Alexandre, foi fundamental para harmonizar o ambiente, permitindo que o processo acontecesse com amor e proteção.
O que nos faz falir? Conforme nos ensinam os mentores: o orgulho e o egoísmo. Também podemos citar o ressentimento e a mágoa, que nos fazem sofrer muito e sobre os quais os amigos espirituais nos ensinam: “Ninguém pode roubar a nossa paz sem a nossa permissão”.
Então, a crítica, a culpa e o medo são outros pontos fracos que causam dor e sofrimento, e nos permitimos viver a angústia e a depressão.
A autoaprovação e a autoaceitação, no aqui e agora, são as principais chaves para mudanças positivas em todas as áreas de nossas vidas. Está em nossas mãos escolher a melhor parte.
Segundo orientação de nossos mentores espirituais, devemos agradecer mais. Agradecer deve ser um hábito: agradecer pelo que de ruim poderia acontecer e não aconteceu; agradecer pelas coisas boas que aconteceram e pelos acontecimentos negativos, que nos servem de experiência.
“Por tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito” [3].
Nosso convite é buscarmos ter entusiasmo. Ter entusiasmo é nutrir uma paixão vibrante, um forte interesse ou um ardor genuíno por algo. É a energia interna que move uma pessoa a agir com alegria, propósito e dedicação, transformando obrigações comuns em experiências envolventes.
“Lucigênito, possuis a divina luz em teu mundo interior e, após o teu encontro com Jesus, a Luz do Mundo, amplias a claridade com os sublimes combustíveis do amor e da abnegação. Enquanto conduzes o luminoso facho da esperança e permaneces no trabalho ensementando os paradigmas de amor e sabedoria que libertam as consciências, aqueles Espíritos inferiores de ambos os planos da vida se voltarão contra ti, esquecidos de que estás a serviço dAquele que te enviou. Corresponde-Lhe à confiança e deixa que brilhe a tua luz” [4].
A palavra “entusiasmo” tem origem no grego (formada por en, “dentro”, e theos, “deus”), cujo significado original remete à ideia de “ter um deus interior” ou “estar possuído por uma inspiração divina”. Diferentemente da euforia passageira, o entusiasmo sustentável funciona como um combustível contínuo para a realização de objetivos e a busca de conhecimento. Tenhamos Deus dentro de nós!
Referências bibliográficas:
[1] O Livro dos Espíritos, Questão 166, item a.
[2] Missionários da Luz, André Luiz, Capítulos 12 e 13.
[3] Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses, 5:18.
[4] Atitudes Renovadas, Joanna de Ângelis, Capítulo 15.
Ângela M. Camargo
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