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Reflexões espíritas

Ao lembrarmos o nascimento de Allan Kardec, em 3 de outubro de 1804, torna-se importante entender que, desde a época em que Jesus prometeu enviar outro Consolador [1], sua chegada já vinha sendo preparada por inúmeros emissários que o Mestre enviava para essa inolvidável edificação.

Dentre tantos irmãos maiores, lembramos, mais especificamente no campo da educação e da formação do ser, Jan Huss, Rousseau e Pestalozzi que, numa mesma linha educacional e esteira de pensamento, além de tantos outros, como Francisco de Assis e Teresa D’Ávila, preparavam a humanidade para receber a Doutrina Consoladora por meio do emissário divino Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais tarde Allan Kardec.

Seus primeiros anos escolares foram feitos em Lyon, sua cidade natal, na França; concluída essa etapa, foi encaminhado para a escola de Yverdon, na Suíça, fundada e dirigida por Johann Heinrich Pestalozzi. Aos 19 anos, já era bacharel em ciências e letras. Formou-se em medicina, defendendo sua tese com brilhantismo, conforme consta em O Que é o Espiritismo [2]. Falava corretamente alemão, francês (sua língua natal), inglês, italiano e espanhol.

Em outro momento, surgiram os fenômenos das mesas girantes, que não atraíram o interesse do professor Rivail, visto que poderiam ser confundidos com atividades de magnetismo (conforme ele próprio dissera). Quando surgiu o fato de que as mesas falariam, respondendo a questionamentos, o professor Rivail foi convidado, pela segunda ou terceira vez, pelo Sr. Fortier para assistir a algumas reuniões na casa da Sra. Plainemaison.

Contudo, tendo encontrado o Sr. Baudin e recebido dele o convite para assistir às reuniões que realizava em sua residência, aceitou-o e passou a frequentá-las.

Segundo o próprio professor Rivail, nessa fase, adotando o pseudônimo de Allan Kardec, por orientação espiritual, passou a observar e a pesquisar de forma comparativa, sem deduções precipitadas, os fenômenos que ocorriam, ofertando, portanto, à humanidade o grande legado que foi o descortinar de um Mundo Novo: a existência do mundo espiritual, que é absolutamente natural em suas relações com o homem.

Daí surgem os princípios básicos da Doutrina Espírita, de forma ampla e inquestionável: a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e sua comunicação com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade [3]. Com esses princípios no coração, a humanidade, no esforço inaudito de vivenciá-los, prossegue rumo à felicidade, fanal de todas as criaturas. Rogando a Jesus e a Kardec luz para todos nós, abraçamos com afeto toda a humanidade, bradando: “Ave, Kardec!” Com os corações enternecidos, agradecemos profundamente!

Referências bibliográficas:
[1] Evangelho segundo João, 14:16.
[2] O Que é o Espiritismo.
[3] O Livro dos Espíritos, folha de rosto.

Geraldo Sebastião Soares

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