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Jesus para o homem

Aproveitando momentos de reflexão, verificamos que Emmanuel desdobra belíssima frase do apóstolo Paulo, quando este dizia à comunidade de Filipos: “[…] E, achado em forma como homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” [1].

O Benfeitor inicia mostrando que o Cristo, Jesus, veio das esferas siderais para cada um de nós e, nessa demonstração amorosa, há 4,5 bilhões de anos já recebera do Pai Celestial a incumbência de criar nosso sistema solar, o que fez demonstrando seu imenso amor por aqueles irmãos que, ao longo dos milênios, viriam habitá-lo. Valendo-se do amor imenso que irradia, cobriu ou envolveu nosso planeta com camadas atmosféricas, tantas quantas foram necessárias para que ficássemos protegidos das intempéries da natureza, tais como os raios solares nocivos à saúde dos homens. Assim, também ficamos protegidos dos meteoritos que, em razão da descondensação de estrelas e astros em geral, são gerados e sobre a Terra cairiam, não fosse esse abraço constante e cálido da mãe Natureza.

Ampliando nosso saber, Emmanuel elenca vários contrapontos, verdadeiros pontos de luz a iluminar nossos caminhos; na verdade, verdadeiros poemas, que nos emocionam profundamente, quando nos diz: “O Mestre desceu para servir”, “Do esplendor à escuridão” [2]. Convida-nos, assim, a uma profunda meditação, porquanto Jesus, saindo das esferas luminescentes, chega a esta esfera ainda escura por nossos erros e nossas paixões e demonstra, desde a simples manjedoura até o Calvário, que veio para servir, revelando o tamanho do amor, ainda que não o entendêssemos.

Emmanuel continua a escrever esse poema de luz no capítulo 62 do livro Pão Nosso, enriquecendo-nos o coração quando nos traz a citação “Do infinito à limitação, da glória à carpintaria” [2]: da infinitude cósmica, em que se situam as tantas moradas do Pai, distribuídas de acordo com os teores vibratórios de nossos corações, à limitação de nossas existências, nas quais ainda não entendemos o valor do amor, que continua sendo nosso maior desafio… amar incondicionalmente, exercitar sempre a compaixão.

Exemplificando e servindo sempre, o Mestre dedica-se à carpintaria de seu pai, que representava o Pai, em cuja companhia pôde ensinar-nos que servir é dever de todos e que somente assim poderemos crescer e superar nossas limitações, despojando-nos do egoísmo, do interesse pessoal e de tantos outros vícios que nos prendem às teias do primarismo e limitam nosso caminhar para a luz.

Sem a preocupação de registrar aqui todo o poema de Emmanuel, transcrevemos apenas mais uma citação: “Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre” [2]. A necessidade de elevar-se, de brilhar, era premente, como infelizmente ainda continua sendo, uma vez que o Mestre se deixou imolar, doou-se à humanidade, apagou-se mesmo, para que fôssemos luz.

Hoje, quando “os tempos são chegados” [3], o Divino Messias convida-nos, a cada instante, a fazer brilhar nossa luz [4]; afinal, ante a escuridão de tantos erros e de tantos equívocos que se multiplicam, nunca precisamos tanto d’Ele, o amor que inunda, que nos alimenta e nos nutre de esperança.

Que possamos, meditando um pouco, perceber que os Espíritos do Senhor, ao responderem a Allan Kardec nas 1.019 questões que compõem a magistral obra O Livro dos Espíritos, afirmam, na questão 625, que Jesus é o guia e modelo da humanidade; e que, afastada qualquer dúvida, prossigamos com Ele, até porque Ele mesmo já havia dito: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” [5].

Referências bibliográficas:

[1] Filipenses, 2:8.
[2] Pão Nosso, Capítulo 62.
[3] A Gênese, Capítulo XVIII.
[4] Mateus, 5:16.
[5] João, 14:6.

Geraldo Sebastião Soares

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